Barro Preto

O barro preto é uma arte tradicional, simbólica e antiga do concelho de Amarante. A técnica de cozedura e escurecimento do barro – na soenga – constitui o modo mais ancestral, elementar e natural de todos os tipos de cozedura para a cerâmica.

As origens do barro preto perdem-se no tempo. É uma arte que traz associada a si uma carga negativa de miséria material, de dureza na arte, de sacrifício, de baixo estatuto social. E em meados dos anos oitenta, do século XX, quase se extinguiu.

Um persistente trabalho de recuperação e incentivo, desenvolvido localmente, fez renascer a arte de trabalhar o barro negro, voltando a surgir as 12 peças tradicionalmente concebidas: panela, púcaro, assador, caçoila, cinzeiro, vinagreira, chocolateira ou a pingadeira, o pote, a bilha de água e o fundidor de oiro.

Daniel Oliveira aceitou o desafio juntamente com o oleiro César Teixeira. Cruzam-se duas artes e nascem as jóias com barro preto, uma associação dos metais preciosos graciosamente trabalhados com uma matéria retirada da terra grosseiramente e sedimentada fortemente com as mãos. 

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